As coincidências
Sento-me numa escada e adivinho o tempo que está para chegar. Penso nos detalhes dos dias passados, neste verão de limpezas, e nas palavras que vou ouvindo. Não tenho a pretensão de analisar alguma coisa com palavras sábias. Apenas murmuro banalidades. Escrevo com secura enquanto os olhos ardem de tristeza. A ausência de reação numa situação, que pode ser dolorosa para alguém, é quase irritante. Quando analiso o que não está bem, vejo essa decisão ponderada e aquilo que entendo como um afastamento escolhido para ficar bem no olhar dos outros. Não me refiro a algo inexistente. Refiro-me a um erro com consequências, envolto em incompreensão e uma fragilidade que precisa de tranquilidade. O silêncio das palavras é perfeito para a inexistência de um obrigada, de uma palavra de conforto ou qualquer coisa humana. É quase assustador a inexistência de compaixão. Um significado quase indeterminado e algo indefinido escondem-se atrás de um painel, para as palavras preferidas. Estas coincid...