O meu texto para um dia bonito e livre como este, com sabor a feriado e a chocolate, alcança o que por vezes não esperamos, nem desejamos. Toco na leve memória daquele momento em que ficamos surpreendidos, sentimos o abalo, relembramos que é sempre questionável a surpresa de uma intenção, que se instala e se dá a conhecer, medindo os passos necessários, longe da frescura da honestidade. A mesma intenção já fora representada nos lábios e nos sons, antes do silêncio, e muitas vezes perdeu-se na verdade e no que não é dito. E a amizade perde-se no silêncio, na dissimulação e em tudo o que não é. A dissimulação que engloba a perspetiva de outros, para saber e resolver o que podemos esperar, é comparável a uma estrada sem carros. Uma estrada sem a verdade, uma amizade ausente. As perguntas que são estudadas para contar aos outros, mesmo sendo inofensivas, são dúbias e obscuras. E porque nos salvamos do que não gostamos, essas palavras oscilam e perdem-se quando as recusamos, na...