Um lugar de mar
Uma tira de mar azul e areia branca estraga-me com mimos, como uma poesia recebida de surpresa. Um lugar de mar que não conheço estica-me o braço e torna-se um sentido proibido, que imponho a mim própria. Uma bazófia de palavras na lista do contra e uma só a favor. Descansar. Esta brisa de descobertas levou-me até essas palavras que começam com C e uma outra com M, nesse Portugal de águas mornas e momentos de lazer. Uma vila alonga-se até ao mar, esconde pequenos refúgios para desfadigar e não badala conquistas. Chamo férias a tudo isso. Gosto de ver o mar, gosto de saber que está perto nas brisas quentes. Sentir a fresquidão quando toco a areia molhada, na borda desse mundo azul e sentir esse arrepiar que arrefece a inquietação. É bom ter um refúgio junto ao mar, que cole no corpo as centenas de coisas boas que sou capaz de enumerar, que somos todos capazes de repetir. Ganha a razão que nos acode como um espelho de momentos, que precisamos e que agradecemos. Descansar. A p...