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As portas estão abertas

  «As portas estão abertas» é um título que celebra, em poucas linhas, a importância da leitura e o encantamento das livrarias — esse mundo quase perfeito de discursos plenos de saber e de recantos onde cada caminhada se torna memorável.  Ainda mais abertas do que o tempo deixa, por favor!  Há momentos luminosos em que a magia dos livros vence a tenebrosa ausência da leitura. Foram muitas palavras sobre um jovem feiticeiro, e todos acolhemos, linha após linha, o afago inesperado da surpresa. O impetuoso gosto pela leitura e o devaneio do entusiasmo alcançaram um novo patamar aos olhos de todos os que se interessam pelo conhecimento. Cada linha escrita absorveu a inspiração, e o afeto foi avaliado pelo entusiasmo de cada publicação.  Há tantas portas abertas para a leitura que descobrimos em cada decisão. Tantos títulos captam o nosso interesse e chamam por nós, nessa revelação inesperada.  A dança das ilusões, as viagens que caminham no nosso pensamento, o saber...

Uma pequena mensagem

Escrevo num papel algumas palavras destinadas à leve existência do dia. São pormenores a cumprir, com a simplicidade de um dia de nevoeiro esbatido na simples história que se imagina. Todas as palavras que suprimi navegavam na dúvida; as que ficaram abanam com o vento; e as que ainda devo escrever esticam-se nas tarefas que desejo cumprir e nos momentos que desejo reformular. São quase uma lista de propostas para cumprir quando o vento soltar de novo o seu alarido destemido.  Há sempre um momento em que recolho informação para enfrentar as simples ondas da imensidão do que há para fazer. Provavelmente empresto coragem aos minutos de espera quando risco e reformulo.  Que relato convincente deixo percorrer este caminho?  Talvez aquele que se escreve devagar, com a paciência do nevoeiro que, mesmo quando se dissipa, deixa no ar a memória suave do que ainda está por viver.   Maria Silva Monteiro - 12 de abril 2026

Uma outra Lua

Cresço devagarinho neste caminho, como uma flor campestre banhada por uma Lua Nova. A primavera tem um cheiro especial e cores de generosidade. Tudo é genuíno nesta renovação de abril e a inspiração adormecida pede novos começos. A luminosidade deste tempo de boa disposição encontra conforto nas pequenas escolhas.  Tudo se ajusta suavemente depois do abanão de janeiro, que alongou os dias da indecisão.  Tudo o que chama a atenção parece estar certo. Esta Lua Nova corrige os dias de exaustão, os tempos de dúvida e o rolar das intempéries. Acrescenta humanidade a cada um desses momentos e abre as janelas para um gelado de chocolate nos dias mornos. Há caixas de palavras que ainda procuro. 2 de abril 2026 Maria Silva Monteiro

Aragem

O ar fresco parece chamar-nos para um prazer inesperado e cada vez que respiramos sentimos uma ilusão que desperta nos sons da manhã quando abrimos a porta.  Esse atrevimento, escolhido para o dia em que decidimos espreitar qualquer coisa de novo, agarra-nos com alegria. Uma aragem.  Um cheiro a bolos doces. Umas malas invisíveis.  Caminhei até aqui.

A descoberta inesperada

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Que sublime é essa descoberta que alimenta o conhecimento do passado entre terras e linhas, quando o presente é explicado com a bravura do empenho! Foi inesperada a novidade do caminho percorrido, mas admirável será a palavra do destino. A grandeza da história e dos legados que nos engrandecem cresceram no teu coração e na terra que as tuas mãos seguram, antes de serem partilhados com o mundo. Os projetos pessoais, o conhecimento e a tua paixão por algo do passado revolvem as terras à procura de respostas e de vestígios do conhecimento antigo.  Uma descoberta maravilhosa aquece a alegria do peito neste dia de março.  As páginas que não tinha visto, na ausência e no tempo desconhecido, revelaram-se no minuto da partilha com a grandiosidade que é merecida. A descoberta maravilhosa que hoje tirei da neblina aperta tudo o que fui conhecendo e, de alguma forma, deixei que se perdesse no tempo.  Algures por aí fui pessoa com nomes conhecidos nos polegares e na ponta da caneta....

Exasperei-me

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  Exasperei-me no riacho das palavras e no tempo que aconteceu.  Exasperei-me com a chuva, com o céu carregado, com a porta que se fechou, mas deixei esse sentimento azedo no silêncio amargo que aceito.  Oscilei. Hesitei. Respirei os ares, as verduras, as novidades.  Mudei-me para outra porta, sem amparo, sem entusiasmo, e senti a tristeza inundar-me como esta chuva atrevida que entra sem cuidados no abrigo que imagino.  Sem obstinação. Sem renitência.  O vento leve das horas verdadeiras cuidou do vazio e abrilhantou os processos.  Um lugar de pequenos segredos, desvendados na luz que ilumina as cores num céu cinzento, permanece e continua o percurso.  São as palavras escritas que vencem as vontades.  Um baú de palavras encantadoras já resplandece no riacho das linhas partilhadas, numa escada de efeitos bonitos, nas horas cheias de sentimentos.  Hilaridade.  A conquista daquela linha, que fomenta valores e cultura, agarra o abraço d...

Vivências

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Mais uma hora.  Cores de mar, de vegetação, cores de terra, tons mais leves junto a uma janela aberta para o sol. Tudo isso espevita as decisões de quem pinta e abana as decisões de quem observa. Continuamos a imaginar tudo isso embrulhado, sem um laço.  Que sonolência essa de imaginar a tela habitada pela força do desconhecido, robusta no sentimento que lhe é entregue e calculada nos minutos dos prejuízos. O ímpeto de esbater as cores na tela para realçar a ideia que já ferve dentro do peito e que corre para um pedaço de surpresa que começa branco. Após algum tempo, supera o soufflé que está no forno. Só um pouco da arte de saber fazer, ou talvez de querer fazer sem preocupações.  Sublime destreza que nos proporcionam as tintas. O hobby certo para as figuras inexperientes de exposição da alma. Certo é que nos entregamos na imagem que criámos, para nos envolver na necessária compaixão que as tintas arrebatam. Na nossa entrega somos transferidos para a construção da nossa ...