Aborrecimento
O papel fora dobrado no aborrecimento do momento. Li o que estava escrito, já meio apagado pela memória e fazia sentido. Por vezes, faz falta soprar o que nos incomóda para um papel silencioso. Numa rede social partilha-se. Se decidimos que é pouco assim será. Se escrevemos o que pensamos no momento ou se decidimos publicar a foto, que nos deu alegrias, não estamos à espera que alguém, que nos conhece, atire para cima de nós o aborrecimento das palavras azedas, invejosas e sombrias. Hoje, com a distância das semanas, vejo as sombras, que nada publicam, mas tudo observam, de uma outra forma. Sim, vejo-as de uma outra forma. São sombras e ignoro esse jogo. Mais importante que tudo, vejo a alegria de quem está só. A alegria de muitos ausentes, em zonas do mundo que os distanciam do casual e do mundano, globalmente ligados, a sorrirem com publicações, a aprender, a partilhar e a comunicar... sem aborrecimentos. As palavras, que não valem a pena, devem ser polvilhadas de s...