Rasgo o vento com as minhas palavras ausentes
Uns passos são suficientes para ouvir o vento assobiar no corredor. Há uma paisagem natural lá fora, para olhar com encantamento. A sua forma incógnita agarra-se às nuvens em dias duvidosos, aviva diferentes sobreposições todos os dias e desperta curiosidade em dias claros. Um som musical contínuo, quase profundo faz avanços. Este som incomoda a minha decisão. A porta da rua impede-o de agitar os cabelos, mas adivinho o que se passa e procuro proteger-me de tanta animação, se posso chamar assim a este novo aviso. Com a nova estória do dia sinto-me pouco merecedora do que consigo lembrar-me. Estou calma, concentrada e rasgo o vento com as minhas palavras ausentes. O frio percorre o meu corpo. A simpatia advinha-se nos rostos simpáticos que se cruzam comigo. O dia das descobertas começou.