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A mostrar mensagens de setembro, 2025

E sim! Cortaram-me as palavras de novo

  Não sei se é um título ou uma frase, mas é um som deserto, com toda a certeza, que estica as palavras para lugares gélidos. Cortaram-me as palavras na singeleza das felosas que trouxeram alegria aos meus vasos, na praia que não digo o nome, na outra praia de areia branca, ao longe, distinta de presenças e no olhar que repara nos pormenores. Acomodo, também, a ausência de nomes junto aos números, por motivos desconhecidos ou simplesmente um erro desnecessário e outras observações honestas marcadas por observações inaceitáveis. Cortaram-me as palavras no ramo num telhado, num nome conhecido, numa ausência. Cortaram-me as palavras no ruído de quem quer saber, no silêncio de quem parte, na pergunta da loja pequena, no nome escolhido, no riso. Só o silêncio é merecido.

Sem forças para comentar

  Os pequenos recantos pessoais e os nossos hobbies encontram-se em muitos lugares. E tudo tem impacto quando é saboreado, lido e acarinhado. No tempo levado por uma aragem barulhenta vi umas palavras escritas sobre algo inesperado, que se passou num espaço de calma e lazer. Vi, de seguida, as linhas escritas de apoio e de brincadeira respeitosa crescerem para alguém, que merece um amparo. Num ímpeto impensado apeteceu-me escrever as palavras: Boa sorte! Não o fiz.  Fiquei sem forças para comentar e acrescentar surpresa pareceu-me inadequado. Seria sempre um atrevimento de uma desconhecida e palavras públicas parecem ser sempre para amigos e conhecidos, mesmo estando entregues ao mundo das redes sociais. No conforto dos que são acarinhados, apoiados e abraçados tudo se passou e transformaram esse momento incómodo em linhas de palavras escritas com imaginação, dando um final ao episódio real. Nesta fase em que me vejo transformar tudo em palavras contive-me e ri-me, na minha di...

O som do regresso

  O som do regresso é suave e a latitude está escrita em algum lugar. O último degrau desperta a vontade de girar, olhar de novo com confiança, percorrer cada espaço e encontrar o lugar especial que afasta os tormentos.  O interruptor da ausência demora a desligar, como um amuo que não está pronto para a azáfama diária. Também aquele momento registado como modo de mudança demorou a assentar semanas atrás. Na verdade, a agitação chega sempre a tempo de acreditar em novas etapas e de agarrar percursos perdidos. O sorriso continua brilhante em mais uma oportunidade.  No pensamento mais realista há a certeza de que existe sempre uma barreira, em cada regresso, para nos tirar o ânimo.  Os dias de sol tímido já voltaram. O recomeço combina com as filas de nuvens cinzentas que os dias oferecem. Reparo na amizade. Reparo. Reparo de novo. Continuo a admirar a exposição de fotografia e partilho palavras bonitas. Os dias clamam organização e conhecimento. Regresso com imaginaçã...