Vivências
Mais uma hora. Cores de mar, de vegetação, cores de terra, tons mais leves junto a uma janela aberta para o sol. Tudo isso espevita as decisões de quem pinta e abana as decisões de quem observa. Continuamos a imaginar tudo isso embrulhado, sem um laço. Que sonolência essa de imaginar a tela habitada pela força do desconhecido, robusta no sentimento que lhe é entregue e calculada nos minutos dos prejuízos. O ímpeto de esbater as cores na tela para realçar a ideia que já ferve dentro do peito e que corre para um pedaço de surpresa que começa branco. Após algum tempo, supera o soufflé que está no forno. Só um pouco da arte de saber fazer, ou talvez de querer fazer sem preocupações. Sublime destreza que nos proporcionam as tintas. O hobby certo para as figuras inexperientes de exposição da alma. Certo é que nos entregamos na imagem que criámos, para nos envolver na necessária compaixão que as tintas arrebatam. Na nossa entrega somos transferidos para a construção da nossa ...