Os telhados do nosso olhar
Quando procuramos o horizonte ali mais adiante, quando abrimos a nossa vontade de conhecer, encontramos pedaços da história em muitas chaminés antigas e muitos telhados envelhecidos pelo tempo que já passou. Contam a história das pessoas que abrigam do frio, aliviam o desconforto do inverno e protegem quem se esconde na sua privacidade.
São tesouros.
São relíquias da nossa história, são modernismos do nosso bem-estar que admiramos ao longe e pensamos no que nos podem contar. O nosso pensamento imagina tudo isso.
São pintados e imaginados por tantos artistas plásticos: peças da liberdade, são marcas do tempo, contadores de histórias do passado e do presente; abrigam o nosso olhar, as nossas tradições, os nossos encantamentos. As subtilezas, o altruísmo presente em tantos pormenores, em que nos educamos, não são ilusões da nossa vivência. O nosso conhecimento é infindável e a nossa criatividade é um patamar em constante evolução. A objetividade do nosso olhar precisa do sentimento do nosso coração e, entre as frestas do inesperado, avançamos.
Claraboias, chaminés de bolos doces, ilusões óticas —outros e outros momentos de autenticidade —que levam o pensamento para as bordas da imaginação, que deixamos fluir e sorrimos sempre que os pormenores ganham magia para além do real. Os telhados ao longe, no nosso olhar, contam ao mundo quem somos neste 20 de janeiro de 2026.
Experimentem olhar para os telhados no horizonte que procuram.
@ Maria Silva Monteiro – 2026

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