E sim! Cortaram-me as palavras de novo

 

Não sei se é um título ou uma frase, mas é um som deserto, com toda a certeza, que estica as palavras para lugares gélidos.


Cortaram-me as palavras na singeleza das felosas que trouxeram alegria aos meus vasos, na praia que não digo o nome, na outra praia de areia branca, ao longe, distinta de presenças e no olhar que repara nos pormenores. Acomodo, também, a ausência de nomes junto aos números, por motivos desconhecidos ou simplesmente um erro desnecessário e outras observações honestas marcadas por observações inaceitáveis. Cortaram-me as palavras no ramo num telhado, num nome conhecido, numa ausência. Cortaram-me as palavras no ruído de quem quer saber, no silêncio de quem parte, na pergunta da loja pequena, no nome escolhido, no riso.



Só o silêncio é merecido.

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