Ao sabor do vento

 

Rodopios de informação aproximam-se cada vez mais porque, na verdade, os dias mudaram para preocupações e alertas de mau tempo. Nesse caminho necessário, os transeuntes ocupados pela vida diária centram-se na lista de horas que o dia esbate em tons de cinzento carregado. Apressam-se. Os pensamentos cruzados e muitos passos, na calçada incerta e traiçoeira, agitam a caminhada. Os olhares são diferentes nos dias de verão luminoso, sem o peso da preocupação. Sentem a brisa suave, lenta e acolhedora no corpo leve de aborrecimentos.


Falta pouco, pensei várias vezes. Enquanto um olhar fugaz atento e preocupado se aproxima, um outro procura a areia branca que se esconde nos dias sombrios. Cada vez mais perto, uma tira de areia, bem longe, deslumbra e ilumina esse dia de outubro, coberto de nuvens traiçoeiras. Um raio de sol tímido é suficiente para aproximar o conforto e a certeza de que há sempre dias bonitos. 


Ao sabor do vento – 28 de outubro

Comentários

Mensagens populares deste blogue

A descoberta inesperada

Vivências

Os telhados do nosso olhar