Uma visita à terra dos avós
Foto - O passeio que se conhece.
Passeei pela terra dos avós. Visitei aquela rua que diz ser rio. Um lugar antigo que já sorriu como outros que existem em cada cidade que visitamos. Há muitos lugares assim que ficam entregues ao passado e perdem-se como anos festejados, sempre com a mesma roupa. Poucas são as casas que foram cuidadas e que respiram vontade e novos desafios. Nessas ouvi o riso das crianças e os nomes de todos.
Os anos passaram e continuo a saber onde se encontra aquele lugar. Aquela casa chamou o meu olhar. Sentia-a perdida no tempo. O abandono levou o telhado, as tintas e a memória. O edifício de um cinema está encerrado e quase a perder a esperança de existir. Interrogo-me sobre o que poderá ter acontecido na rua com nome de rio, para a entregarem ao cinzento do alcatrão. Há muitos sítios em que casas mais antigas ou ruas inteiras são reconstruídas e modernizadas. Por vezes, esses ímpetos surgem ao mesmo tempo. Vi isso recentemente num passeio diferente.
Neste caminho de casas antigas que podiam ser deslumbrantes, apenas encontrei três casas bonitas, cheias de vida. Numa rua de rio e numa outra, mais perto do rio, vi duas casas que encontraram o seu lugar de felicidade. Não encontrei mais nada. As casas foram abandonadas ao cinzento do tempo. Estão vazias. Por vezes, as pessoas não conseguem vender o que foi seu. Há muito sentimento em cada porta, em cada parede. Por vezes, é tudo muito caro.
O passado recente morreu ali sem cura, mas as cores vibrantes e a azáfama da cidade começa cem metros depois. Longe da ausência há movimento e frescura. Há beleza e imaginação.
Outras ideias definem formas de estar modernas. Por vezes, as pessoas gostam de mudar para lugares mais movimentados, com mais energia citadina. A história e a modernidade dão as mãos e nada está verdadeiramente parado na terra dos avós.
Que bom é visitar a beleza do nosso país e saber que as pessoas estão bem!
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