As reuniões que tiram o sono
As palavras ecoam em dias, em que penso, naquele exato momento, não tão simples assim. Faltavam quinze minutos para o início de uma reunião. O meu pensamento rolava e as palavras eram claras. "Não sei para onde vou ou se me arrependo e não vou", pensei várias vezes, olhando o céu escuro. A experiência daquelas reuniões nunca inclui as palavras: objetividade, obrigada e bom trabalho. A chuva das palavras, sem a proteção de um chapéu, é reminiscente de qualquer coisa. Sim. A chuva das palavras, sem a proteção de um chapéu, é reminiscente de um diálogo caótico e desordenado.
O tempo passou, mas ainda recordo o realismo e a incompreensão. É certo que não pensamos todos da mesma maneira. Fui a única pessoa a votar contra uma intervenção no telhado. O proprietário do último andar apresentou um projeto para colocar um barbecue na sua varanda, e entendeu ser preferível fazer uma chaminé no telhado. O prédio tinha um ano. Essa intervenção desnecessária teve um voto contra. Agora são outros problemas. As empresas de gestão de condomínios com bom ou menos bom desempenho são rejeitadas ao fim de um ano e nada se entende. Parecemos um barco no mar alto a tombar para todos os lados, com água a entrar pelo ponto mais fraco.
A definição de problemas será muitas coisas. Na realidade, começa a ser ignóbil esta vontade de mandar nos outros.
Não sei para onde vou ou se me arrependo e não vou.
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