Modo descontraído ou alerta confortável
Este texto brinca com as palavras e não pretende ofender ninguém.
Estas linhas não são incompreensíveis, devem ser lidas devagar, para serem aceites e estimadas. As palavras e as cores revelam opiniões escondidas, sobre o quotidiano, e sabemos que as cores verde, amarela e vermelha são a imensidão das possibilidades, no nosso universo diário. Um alerta confortável mostra-nos as testas coloridas, que assobiam palavras sem sabor, para depreciar os outros. Só o sinal vermelho as proíbe de avançar. E tudo isto é sobre pessoas anónimas, no meio da multidão imaginada.
Há um alerta confortável, nas linhas azuis de um caderno, que recebe a coluna global de novidades, sem pensar em apreensões. Há uma limpeza das palavras sem sabor, com acréscimo de brancura nas tintas coloridas, que escolho para escrever e na mistura de palavras que invento. Escrevo sobre esse alerta real, aqui e agora, porque é tempo dessas palavras conhecerem o tom cinzento destas narrativas.
Na verdade, não entendo o objetivo de algumas coisas. Em modo descontraído, acrescento que não entendo a maldade, que cresce mais depressa do que a relva. A personalidade de algumas pessoas tece uma teia de doses obscuras, com paredes metafóricas, que limpam as mentes dos outros, numa mudança constante, excepcionalmente má. É difícil entender o objetivo destas coisas. Há pessoas que magoam os outros, enchem a testa de palavras maldizentes, até ficar colorida e sopram tudo isso para os ouvidos, que têm vontade de ouvir. Esse alerta colorido é precioso para abrandar a corrida.
As inexplicáveis testas são facilmente vistas, pelos que foram substituídos por pacotes de deitar fora e estes, dedicados e educados, ficam silenciosos, a aguardar o momento em que o sinal vermelho se torna transparente. Sabem que só a educação consegue ver o passo certo.
As relações interpessoais, em certos locais, são uma sobremesa amarga, pincelada de cores. Um barulho infernal na coluna das novidades, que se dissipa quando menos esperamos. Quando as testas estão coloridas identificamos a verdade e desejamos que tudo fique transparente.
Este texto brinca com as palavras e não pretende ofender ninguém. Uso as palavras, com algum rodopio e atropelo as vírgulas, abordando a maledicência que observo e que registei, em todos os cantos do meu caderno com linhas azuis. A colaboração e o respeito deveriam ser as realidades escolhidas, por todos nós. Não sendo assim, deveríamos ser compensados com abraços até esquecermos as testas coloridas.
Repito. Deveríamos ser compensados com abraços até esquecermos as testas coloridas.
Foto - As cores da vida real

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